Terça-Feira, 16 de Março de 2010
Assistência e Venda de Peixes
 
ESTAÇÃO DE PISCICULTURA

APRESENTAÇÃO

     A Estação de Piscicultura da ETE Orlando Quagliato teve como ponto de partida o projeto de desenvolvimento tecnológico Piscicultura: Tecnologia Aplicada ao Aprimoramento do Ensino Técnico e do Desenvolvimento Rural Regional implantado na escola em 2000, posteriormente o projeto concorreu e venceu concurso de projetos promovido pela Fundação VITAE e sua execução no período de 2002 e 2003 proporcionou a escola condições para implantação de laboratório de microbiologia, análises de água e de patologia de peixes, modernização do laboratório de reprodução e a aquisição de equipamentos sofisticados que fez com que a escola se tornasse referência na área de piscicultura. Desde o início a estação conta com o professor Reginaldo Borges da Silva como coordenador responsável e do funcionário Reginaldo Alves de Souza como técnico responsável. Hoje, auxiliam também na estação, o professor Rodrigo Eduardo Goulart Salaro, médico veterinário e o professor Edson Suzuki, zootecnista.

VENDA DE PEIXES E ASSISTENCIA TÉCNICA

A Estação de Piscicultura comercializa peixes de água doce (alevinos, juvenis e adultos) e presta assessoria aos produtores desde o planejamento do empreendimento, a execução da infra-estrutura de produção, o manejo das espécies até a orientação para comercialização.

ATENDIMENTO E VENDA
(14) 3372-2011
(14) 9733-0071
E- mail: piscicultura@etesantacruz.com.br



PEIXES PARA VENDA
 
Carpa Capim: (Ctenopharyngodon idella)
Originária da China é uma espécie herbívora, alimenta-se de vegetação aquática submersa, além de gramas, capim não seco e em grandes quantidades, diariamente 30% a 90% do seu peso, por isso seu nome popular.

Ótima espécie para consorciação. É uma espécie que produz bastante esterco (adubo orgânico) por isso utilizada para o policultivo com outras espécies.


Carpa Comum: (Cyprinus Carpio)
Carpa comum, escama, espelho e húngara. É a espécie mais utilizada em cultivo em todo o mundo. Possui crescimento rápido, podendo em um ano atingir de 0.8 a 1kg, com população densa no tanque, cujo desenvolvimento se verifica a uma temperatura entre 24º e 28º C. A alimentação natural é o zooplâncton (estágio larval) e organismos bentônicos (fundo), como minhocas, larvas de insetos e pequenos moluscos. É uma espécie onívora e aceita bem alimentos artificiais, desde que pastosos e folhas tenras de vegetais. A qualidade da carne é satisfatória, mas espinhosa e com gosto específico, não havendo muita diferença entre as variedades comum e espelho.


Carpa Prateada: (Hypophthalmichthys molitrix)
De origem chinesa apresenta crescimento rápido, sendo uma boa espécie, também para o policultivo; juntamente com a Carpa Cabeça-grande e a Capim. É uma espécie fitoplanctófaga, que possui uma importante propriedade que é a alimentação (aparelho especial de filtragem nos arcos branquiais). Sua principal alimentação são as algas pequenas. Por apresentar este tipo de aparelho de filtragem, não come alimentos artificiais inteiros, devendo os mesmos serem reduzidos a pó.


Matrinxã: (Brycon sp)
Peixe muito esportivo, chega aos 80cm e 5kg, estando presente nos estados da Amazônia, Acre e Rondônia. Este peixe apresenta o corpo alongado, ventre arredondado antes das nadadeiras ventrais, e comprido depois delas. A nadadeira dorsal acha-se situada no meio, entre a cauda e a ponta do focinho. Sua cor é olivácea dourado. O seu dorso e as nadadeiras dorsal e peitoral são quase pretas. Sendo um peixe extremamente esportivo. Na natureza a matrinxã é encontrada em meio a pedras e raízes submersas, pois se esconde nesses lugares para atacar pequenos peixes, sua base de alimentação.


Pacu: (Piaractus mesopotamicus e Metynnis maculatus)
Pacu ou Pacu-caranha ou Pacu-peva. É um peixe de piracema, mas no seu meio natural comporta-se como onívoro, alimentando-se de frutos, sementes, e crustáceos; é considerado nobre para o consumo humano. Tem dentes molariformes. É uma das espécies nativas mais estudada e criada, em termos de piscicultura. Pertence a sub-família dos mileíneos, com corpo alto, ovalado e comprido e uma quilha pré-ventral com espinhos. Sua cor é cinza-escuro no dorso, enquanto que o ventre é amarelo dourado. Cabeça e escamas pequenas, alcança porte grande, podendo atingir até 15kg, mas é mais apreciado quando alcança cerca de três quilos, devido ao acúmulo de gordura que apresentam os indivíduos mais velhos. Este peixe é apreciado pelos pescadores, não só pela briga que proporciona, mas por ser um ótimo prato culinário, preparado na grelha. O Pacu é encontrado em todas as regiões do País.


Piau e Piavuçu: (Leporinus friderici e L. macrocephalus)
Espécie já explorada comercialmente, atingindo em torno de um quilograma com aproximadamente um ano de idade. Pertencem à família Anostomidae, em gerais possuem hábito alimentar herbívoro, cabeça curta e espessa, e são espécies amplamente difundidas na piscicultura, em cativeiro apresentam bom ganho de peso e boa conversão alimentar, sendo também valorizada para pesca desportiva. Os dentes, geralmente assimétricos, nunca ocorrem no osso maxilar. O padrão de colorido geralmente é caracterizado pela presença de listras longitudinais, barras transversais ou máculas arredondadas ou ovaladas sobre o corpo. Borda lateral das escamas escuras, formando, em conjunto, listras longitudinais no flanco. Exemplares pequenos podem apresentar barras transversais ou não.


Piraputanga: (Brycon orbygnianus)
Atinge 3kg e 50cm de comprimento, e é encontrada nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Muitas vezes confundida com um dourado pequeno, a piraputanga possui o corpo de cor prateada, as suas nadadeiras principais apresentam uma tonalidade bem avermelhada, dando ao conjunto uma beleza fora do comum para um peixe de água doce. Gosta de águas claras, preferencialmente cristalinas. Muito encontrada próxima aos pesqueiros, pois ataca os peixes pequenos que se alimentam dos dejetos da cozinha. Atinge aproximadamente 40cm e quase 1kg, embora os tamanhos mais comuns estejam situados nos 30cm e 1/2 kg.


Tilápia
Originária do continente africano, a tilápia é a segunda espécie de peixe mais criada no mundo. Introduzidas em nossas bacias com o intuito de colaborar com a pesca profissional e amadora, e também para o repovoamento de lagos e represas, devido à sua grande capacidade de reprodução, acabou tornando-se uma espécie bastante atraente em todo Brasil; por apresentar boa adaptabilidade em condições ambientais favoráveis, boa conversão alimentar e ganho de peso, possuindo alta rusticidade e ciclo precoce, com bons índices de desempenho, facilidade na obtenção de alevinos, bom crescimento em regime intensivo, suporta baixos níveis de oxigênio e tem carne de textura firme, sem espinhos e com boa aceitação no mercado. As variedades introduzidas no Brasil são tilápia rendali (Tilápia rendalli), introduzida no início da década de 70, mas deixada de lado devido a sua alta prolificidade e baixa produtividade. Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) uma das mais criadas atualmente, tilápia de Zanzibar (Oreochromis hornorum), Tilápia mossambica - Oreochromis mossambicus, e a Tilápia Saint Peters. As tilápias podem atingir até 5kg e são encontradas em todas regiões do Brasil.
 
PESQUE E PAGUE


A Estação de Piscicultura oferece também horas de lazer de boa pescaria no açude, onde funciona o pesque e pague aberto ao público.

Horário de Funcionamento das 7:30h as 19:00h todos os dias
Preço
R$ 10,00 até 7 kg de peixe, acima de 7 Kg, R$3,00 por quilo.

Obs. A escola oferece também alimentação aos pescadores a R$ 3,00 o marmitex

Dicas de pescaria- http://www.pesca.com.br/mundodapesca/peixe/doce/água_doce.htm

 
 
INFRA-ESTRUTURA

1. Laboratório de Reprodução Induzida: Onde são realizadas as reproduções dos seguintes espécies: Pacu, Piauçu, Patinga, Curimba, Carpas, Bagre Africano, Matrinxã. É constituída de 20 viveiros escavados para reprodutores e alevinagem, com 12.000 metros de lâmina de água

2. Laboratório de Reprodução de Reversão de Tilápias: São viveiros tipo estufa com revestimento, onde é feito o cruzamento e a reprodução das espécies nilótica e tailandesa, possibilitando-nos os alevinos híbridos. A estrutura e composta de 5 estufas revestidas, com média de 300 m3 por estufa no total de 1.500 m3 e 10 viveiros escavados no total de 700m3.

3. Sistema de Criação de Engorda em Tanques-rede: A piscicultura conta com uma represa de 26.000 metros de lâmina d’água, que abastece os viveiros escavados. Na represa, também, é desenvolvido sistema de criação de tilápias em tanques-rede, os viveiros são de 4m3, com capacidade para 200 kg de peixes/ tanque

4. Laboratório de Análises físico-químicas e microbiológica da água
5. Laboratório de Patologia de peixes

DICAS E INFORMAÇÕES ÚTEIS
ASPECTOS BÁSICOS DA QUALIDADE DA ÁGUA

Para um bom desenvolvimento dos organismos aquáticos e uma produção economicamente viável tem que se ter um adequado controle do meio, ou seja, da água dos viveiros onde são cultivados.
Os parâmetros físicos e químicos fundamentais no controle da qualidade em piscicultura, são os seguintes:

FÍSICOS
TEMPERATURA


É um dos fatores mais importantes exigidos em viveiros. Quanto mais alta a temperatura, maior será a atividade dos peixes, aumentando o consumo de oxigênio. Diferenças de temperatura maiores que 3 a 4ºC na água provoca estresse e até mesmo a morte. A temperatura da água afeta o consumo alimentar, normalmente, uma queda de 2 a 5ºC, reduz em 10 a 20% o consumo alimentar, a faixa ideal encontra-se entre 25 a 32ºC variando de espécie para espécie.


COR


Ä água que apresentar coloração verde clara é a mais indica para a criação de peixes, pois Apresentam elementos para manutenção da vida aquática.
TURBIDEZ
As águas turvas não são ideais para a aqüicultura, pois impedem a penetração da luz solar, prejudicando o desenvolvimento de fitoplâncton (alimento natural).


TRANSPARÊNCIA


É definida com a profundidade na qual o disco de secchi desaparece ao ser submerso na água, indicando a quantidade de plâncton, de matéria orgânica, de peixes e turbidez ocorrente de chuvas. Ë difícil estabelecer uma transparência ideal, mas geralmente está entre 40 a 60 cm. Medir sempre no horário determinado (entre 9:00 e 15:00h) e evitar regiões de sombra.

QUÍMICOS

pH

A água não pode estar nem muito ácida nem muito alcalina para se conseguir uma boa produção. Os valores entre 7.0 e 8.0 são considerados ótimos para a piscicultura. A maioria das espécies de peixe não sobrevive a grande variações de pH, um pH ácido pode paralisar o crescimento dos peixes, inibir a reprodução, ou até mesmo levar a morte. O excesso de ração e mesmo o estresse são fatores que afetam o pH da água, assim recomende- se medir regularmente.


ALCALINIDADE


Indica a presença de sais minerais dissolvidos na água, tais como carbonatos e bicarbonatos. Valores entre 20 a 300 mg/L de alcalinidade é uma boa indicação sobre a qualidade de tais sais, pois ajudam na formação de Plânctons (alimento natural).


DUREZA


Refere-se à presença de sais de cálcio e magnésio na água. Valores entre 55 a 200 mg/L é o ideal. É importante medir a dureza, pois valores inferiores a 20 mg/L, causam deficiência de nutrientes nas células das algas que compõem os fitoplânctons. Quando os valores, tanto da alcalinidade quando da dureza estiverem baixos, recomenda-se a realização de calagem para elevá-los.


AMÔNIA


Proveniente da decomposição da matéria orgânica, da ração e dos excrementos, a amônia vem a ser prejudicial e deve ser medida com freqüência. O pH e a temperatura da água regulam a proporção entre as concentrações de amônia. Ao aumento de uma unidade de pH causa um aumento de cerca de 10 vezes na concentração de amônia. Os níveis tóxicos estão entre 0.6 a 2.0 mg/L.

OXIGÊNIO DISSOLVIDO


É utilizado para que a energia contida nos alimentos possa liberar-se e ser aproveitada para as funções vitais dos peixes. A temperatura da água tem grande influência na quantidade de oxigênio, assim:
- Quanto mais baixa for a temperatura, mais rico em oxigênio será o meio aquático;
- Quanto mais alta a temperatura, menor será a quantidade de oxigênio na água.
As duas principais fontes de oxigênio dissolvido: são ar atmosférico e fotossíntese dos fitoplânctons.
Os fitoplânctons dependem da luz solar para produzir oxigênio, portando em dias nublados e com excesso de algas e alimento aliados a altas temperaturas o nível de oxigênio pode chegar a ser crítico, causando a mortalidade. Se isto ocorrer devemos tomar as seguintes providências:
- Cessar a alimentação, pois em níveis baixos de oxigênio o peixe não se alimenta;
- Aumentar o máximo à renovação da água;
- Evitar manejar os peixes, pois estarão debilitados;
- Evitar revolver o fundo, evitando a suspensão de matéria orgânica;
- Suspender adubações;
- Ligar aeradores de forma que a água não revolva o fundo.

ASPECTOS BÁSICOS DE MANEJO, DESINFECÇÃO E ADUBAÇÃO
DESINFECÇÃO DE VIVEIRO

É necessário desinfetar o viveiro, para eliminar possíveis predadores indesejáveis, tais como: Peixes Carnívoros, Lambaris, Tuviras, Pirambóias, Larvas de outros peixes, Bactérias, Fungos, Parasitas, Libélulas, etc.
Viveiros onde ocorreram problemas com doenças deve-se aplicar 200g/m² de cal virgem;
Viveiros isentos de doenças, aplicar 100g/m² de cal virgem.


CALAGEM



A calagem deve ser feita com a finalidade:
- corrigir o pH do solo e da água;
- melhorar as condições do solo tornando disponíveis outros nutrientes, como N, P, K e outros.
- aumentar a alcalinidade e a dureza.
É recomendado realizar a calagem uma semana antes da adubação.
DOSAGEM: 100g/m² Calcário Dolomítico


ADUBAÇÃO


Visa aumentar a produção de alimentos naturais com o desenvolvimento de plâncton (Fito e zooplanctons), visando nutrientes para tal fim. Podemos utilizar adubos de duas fontes

QUÍMICA:

• Uréia ____________________________ 3 g/m2

ORGÂNICA:

• Esterco de Bovinos _______________ 600 g/m²
• Esterco de suínos ________________ 200 g/m²
• Esterco de galinha ___________100 a 200 g/m²
• Farelo de Arroz ___________________ 10 g/m2

RECOMENDAÇÕES: A água deve estar em pH neutro; alcalinidade superior a 20 ppm; evitar adubar em dia frios; diminuir ou suspender adubações em dias nublados.

Manejos sanitários

São manejos realizados semanalmente ou mensalmente para que acha um melhor desenvolvimento do meio aquático.
Recomendam-se alguns tipos de produtos:
- Sal Comum: É utilizado mensalmente ou semanalmente para melhorar a qualidade da água e prevenção de certos Parasitas, Fungos, e Bactérias externas.
DOSAGEM: 120 Kg/ ha ou 12g/m²

AS VANTAGEN DO USO DA VITAMINA “C”

A falta ou deficiência prejudica a formação do tecido conjuntivo, causa deformação na parte óssea e pode inibir a reprodução. o suprimento diário de vitamina c na ração auxilia em:
Prevenir e amenizar os efeitos negativos de estressores ambientais; facilita os processos de cicatrização dos tecidos; reduz ou neutraliza a toxidade por contaminantes; aumenta a defesa imunológica contra infecções bacterianas.
No caso do inverno, recomenda-se iniciar a administração 1 2 meses de seu início, embora as rações já possuam uma certa quantidade de vitamina C, os piscicultores costumam colocar uma quantidade adicional.

TABELA PARA BIOMETRIA

Estimativa dos pesos através das medidas de comprimento padrão (da ponta do focinho até as inserção da nadadeira caudal) dos peixes do tanque. Tendo a temperatura à 25º C.

Meses Comp. Padrão (cm) Peso Individual (g)
1º Mês 4 1,28
5 2,50
6 5,70
7 12,45
8 20,44
2º Mês 9 35,87
10 40,14
11 51,85
12 64,80

13

78,99
3º Mês 14 94,42
15 111,09
16 123,88
4º Mês 17 148,15
18 168,54
19 190,17
20 213,04
21 237,15
5º Mês 22 262,50
23 289,09
24 316,92
25 345,99
6º Mês 26 376,30
27 407,85
28 440,67
29 474,67
7º Mês 30 509,94
31 546,45
32 584,20
 
 
 
     
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